sexta-feira, junho 19, 2009

Angélica

Não era mais importante minha tristeza

O olho, o olhar...

Tinha os olhos murchos

Ao redor

Dentro, não se sabe,

Não é possível prever certas pessoas de relance

A simplicidade de ter os pés alados, mas pisar o chão

Só para acolher,

Chegue aqui, entre no meu guarda-chuva. Entrei.

As marcas de raios impressas em temíveis cicatrizes não a assustaram

E assim caminhamos umas esquinas a conversar de plantas e palmitos

Por fim: apareça, apareça

Aquele olho...

O olhar sacrossanto penetrando-me num descompasso

Seu nome, por favor? É Angélica, você não é daqui né?

Eu sabia, era um anjo! Mas não disse, pousei meus olhos nos dela.

Certamente não Angélica

Nem você.

Um comentário:

ré! disse...

veio no momento certo. Obrigada!

:*